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Lusofonia na literatura africana

Authored by Gilmar Júnior

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9th - 12th Grade

Lusofonia na literatura africana
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1.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

1 min • 1 pt

“O rio Lombe brilhava na vegetação densa. Vinte vezes o tinham atravessado. Teoria, o professor, tinha escorregado numa pedra e esfolara profundamente o joelho. O Comandante dissera a Teoria para voltar à Base, acompanhado de um guerrilheiro. O professor, fazendo uma careta, respondera: — Somos dezasseis. Ficaremos catorze.”
O excerto do angolano Pepetela articula características da escrita culta com elementos da oralidade e da ancestralidade, típicos de narrativas africanas. Essa relação é evidenciada principalmente:

Pela descrição detalhada do rio Lombe, que remete à tradição oral de narrar paisagens como espaços sagrados ligados à ancestralidade.

Pelo uso do diálogo direto e conciso de Teoria, que incorpora traços da oralidade e ressalta valores coletivos, como a união do grupo, típicos de culturas ancestrais.

Pela estrutura narrativa linear, comum na escrita culta, que ignora a influência da oralidade para priorizar a cronologia dos fatos.

Pela ausência de marcas regionais no texto, reforçando a priorização da norma padrão em detrimento de expressões identitárias.

2.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

2 mins • 1 pt

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No poema, Mia Couto constrói uma reflexão metafórica sobre a natureza do dar e do existir. O argumento central do texto está fundamentado na ideia de que:

A efemeridade da vida inviabiliza qualquer forma de oferta duradoura, como as flores.

O amor verdadeiro exige que alguém se sacrifique, transformando-se em flor.

A semente, como origem e continuidade, é a única capaz de oferecer flores, simbolizando a essência do dar e a perpetuação da vida.

A ausência de flores ofertadas revela uma sociedade marcada pelo individualismo e pela falta de generosidade.

3.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

1 min • 1 pt

“Ainda esquecera a bofetada que lhe
dera um dia quando o gato comeu uma posta de peixe […] às vezes insultava,
chamava nomes feios, palavras que ela não entendia”
(A última tragédia, Abdulai Sila — obra pós-independência)
A obra de Abdulai Sila, inserida no contexto pós-colonial, aborda criticamente estruturas de poder herdadas do colonialismo. No excerto, a naturalização da violência é representada principalmente para:

Evidenciar como a violência física e simbólica se tornou um mecanismo internalizado, reproduzindo hierarquias opressivas mesmo após a independência.

Denunciar exclusivamente a violência doméstica como um problema social isolado, sem relação com o contexto histórico-colonial.

Ressaltar a incapacidade linguística da personagem, que não compreende as palavras ofensivas, reforçando estereótipos sobre a educação feminina.

Romantizar os conflitos interpessoais como parte inevitável das relações humanas, desvinculando-os de estruturas de poder.

4.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

2 mins • 1 pt

Media Image

O diálogo apresentado problematiza questões identitárias pós-coloniais. A fala da personagem “Eu gosto de homens que não tem raça” articula criticamente:

A defesa da superioridade de grupos étnicos específicos, reforçando hierarquias sociais herdadas do colonialismo.

A rejeição à categorização racial como definidora da humanidade, propondo uma identidade além das divisões coloniais.

A negação da existência de conflitos raciais, idealizando uma sociedade onde diferenças são irrelevantes.

A valorização do multiculturalismo como solução para a fragmentação cultural em contextos pós-independência.

5.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

2 mins • 1 pt

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Na canção, Agualusa constrói uma reflexão crítica sobre a memória e suas relações com a construção de ideologias. O trecho “a memória uma mentira / Multiforme” sustenta a ideia de que:

A memória é um fenômeno estático, incapaz de influenciar as estruturas de poder, pois o passado é imutável como um rio parado.

A memória, por ser maleável e fragmentada, serve como instrumento para manipulação ideológica, adaptando o passado a interesses políticos ou culturais.

A multiplicidade de formas da memória garante sua objetividade, reforçando narrativas históricas consolidadas e livres de contradições.

A metáfora do rio que dorme ressalta a necessidade de esquecer o passado para evitar conflitos ideológicos no presente.

6.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

1 min • 1 pt

Media Image

O excerto de Pepetela propõe uma reflexão sobre a complexidade do amor e sua relação com a mediocridade das relações humanas. O autor argumenta que:

O amor deve ser uma experiência estática, onde a falta de mudanças é fundamental para a estabilidade do relacionamento.

A mediocridade é uma consequência inevitável das relações amorosas, e o amor verdadeiro não pode ser compreendido através de oposições.

O amor é caracterizado por um sistema de sentimentos opostos, e sua riqueza está na constante criação e recriação, evitando a mediocridade e a rotina.

A falta de criatividade nas relações amorosas é um problema restrito à política e não afeta a vida pessoal.

7.

MULTIPLE CHOICE QUESTION

2 mins • 1 pt

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No excerto de Pepetela, a natureza é apresentada com características humanas, o que ilustra a prática de antropomorfização que permeia a literatura africana. Através dessa abordagem, o autor busca:

Destacar a fragilidade da existência humana em relação ao ambiente natural, colocando o homem como uma mera extensão do sincretismo da natureza.

Diminuir a importância do indivíduo, sugerindo que a vida é apenas um processo mecânico e afastado das emoções humanas.

Representar a imponência da natureza, ao lado do ser humano, em que as interações entre o natural e a humanidade são complexas e interdependentes.

Simplificar a relação do homem com a natureza, promovendo uma visão dualista que separa completamente o humano do natural.

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